"Nascemos em poemas diversos

destino quis que a gente se achasse

na mesma estrofe e na mesma classe

no mesmo verso e na mesma frase

rima a primeira vista nos vimos

trocamos nossos sinônimos

olhares não mais anônimos

nesta altura da leitura

nas mesmas pistas

mistas a minha a tua a nossa linha."

[Paulo Leminski]

 

Nossa história vem de sinônimos.

Nos aproximamos por termos vontades semelhantes, expectativas boas, sonhos fantásticos e uma mesma visão de que esta jornada tinha que ser especial.

Um encontro desses em que a palavra acaso é pouco para definir.

Como quis o destino, nunca "nos achamos" em Campinas, embora frequentássemos os mesmos lugares. Foi preciso ir ao litoral para nos conhecermos de forma mais casual o possível.

Amigos em comum foram personagens fundamentais no roteiro dessa história. Sem interesses contrários, em tempos de curtição, viajamos pra festejar a Virada do Ano e nem sabíamos que aquela seria uma virada de vida das nossas vidas.

Nos vimos, trocamos palavras e nos prendemos em olhares.

O ano já era novo quando o poema saiu do papel e a partir daí esse danado do destino se encarregou em escrever a história.

Foram tantas afinidades que os versos aumentaram, os sentimentos brotaram, as rimas ficaram mais naturais, as palavras foram sendo lapidadas e se sofisticaram a cada dia na tradução do que sentíamos.

Com a ajuda de tantos personagens reais ao nosso redor (família e amigos queridos), estamos em uma das linhas mais importantes do poema, que ainda vai ganhar muitas estrofes, versos e amor.

 

A expectativa é a melhor, como os poemas que nunca terminam.

Por hora, agradecemos ao surpreendente Destino.

 

A linha de agora diz: SIM! PARA SERMOS AINDA MAIS FELIZ.